Sugestões de Atividades sobre o Pensamento Complexo

Operadores cognitivos do pensamento complexo

Sugestões de Vivências, Histórias e Vídeos

 

dançaVivências:

1- Movimento criativo

Em pares, uma pessoa inicia um movimento por poucos segundos e para. A segunda pessoa continua o movimento iniciado pela primeira, complementando por alguns segundos com outros movimentos. Ao parar, a primeira pessoa continua, alternando repetidas vezes.

Sugestões de música: valsas, músicas alegres e leves.

Debate sobre as seguintes questões:

–       Quem criou o movimento? Ele é previsível?

–       O movimento do outro influenciou seu próprio movimento?

–       Houve complementaridade? A construção foi realizada em parceria, mesmo que somente uma pessoa dançava por vez?

–       A percepção dos movimentos do outro influenciou a sua criação?

–       Vocês imaginavam que a dança seria como ela foi realmente?

–       Vocês tiveram que fazer adaptações às ideias prévias que tiveram?

 

poesia2- Poesia coletiva

Em grupos de 5, cada um escreve uma frase num papel e passa o papel à pessoa da sua direita. Você lê a frase escrita pelo seu colega e escreve uma outra frase complementando como se fosse uma poesia. Após duas rodadas, teremos 5 poesias de 10 frases cada uma.

Debate sobre as seguintes questões:

–       Quando você iniciou sua poesia você pensava que ela iria se desenrolar como aconteceu?

–       O que você leu influenciou a criação das suas frases?

–       As poesias tiveram um desenrolar coerente?

–       Uma frase influenciou a outra? Uma poesia influenciou a outra?

 

3- Sujeito-objeto

Em grupos de 5 a 10 pessoas, com os olhos vendados ou fechados, cada pessoa recebe um elemento da natureza para conhece-lo através dos sentidos (sem ver). Em cada grupo há elementos similares, com pequenas diferenças estruturais, por exemplo: duas penas do mesmo tamanho, duas pedras, duas conchas, duas folhas, duas frutas, duas flores.

Após a experimentação de seus elementos, os monitores recolhem os objetos e colocam esses objetos no centro do grupo, de forma aleatória.

As pessoas abrem os olhos e tentam reconhecer dentre os objetos que estão dispostos ao centro do grupo, qual deles foi “conhecido” pelos seus sentidos.

Debate sobre as questões:

–       Os diferentes sentidos conhecem o mundo de diferentes formas?

–       A realidade é apreendida de forma sensorial.

–       Quem aprende: a mente ou o corpo?

 

 

Histórias para serem contadas:

discipulo1- Xícara de Chá (Mudança de paradigmas)

Um professor de filosofia foi ter com um mestre zen, Nan-In, e fez-lhe perguntas sobre Deus, o nirvana, meditação e muitas outras coisas. O Mestre ouviu-o em silêncio e depois disse:

– Pareces cansado. Escalaste esta alta montanha, vieste de um lugar longíquo. Deixa-me primeiro servir-te uma xícara de chá.

O Mestre fez o chá. Fervilhando de perguntas, o professor esperou. Quando o Mestre serviu o chá encheu a xícara do seu visitante e continuou a enche-la. A xícara transbordou e o chá começou a cair do pires até que o seu visitante gritou:

– Pára! Não vês que o pires está cheio?

– É exatamente assim que te encontras. A tua mente está tão cheia de perguntas que mesmo que eu responda não tens nenhum espaço para a resposta. Sai, esvazia a chávena e depois volta.

 

karate2- O jovem carateca (Não-linearidade)

Um jovem atravessou o Japão em busca da escola de um famoso praticante de artes marciais. Chegando ao dojo, foi recebido em audiência pelo Sensei.

– O que você quer de mim? – perguntou-lhe o mestre.

– Quero ser seu aluno e tornar-me o melhor karateca do país. Quanto tempo preciso estudar ?

– Dez anos, pelo menos.

– Dez anos é muito tempo respondeu o rapaz. E se eu praticasse com o dobro da intensidade dos outros alunos ?

– Vinte anos.

– Vinte anos!  E se eu praticar noite e dia, dedicando todo o meu esforço ?

– Trinta anos.

– Mas, eu lhe digo que vou dedicar-me em dobro, e o senhor me responde que a duração será maior ?

– A resposta é simples. Quando um olho está fixo aonde se quer chegar, só resta um para se encontrar o caminho.

 

3- Sujeito-objeto

Certo dia um rei chamou ao seu palácio o mestre zen Muhak – que viveu de 1317 a 1405 – e lhe disse que, para afastar o cansaço e a tensão do trabalho administrativo, queria ter uma conversa completamente informal com ele. Em seguida, o rei comentou que Muhak parecia um grande porco faminto procurando comida.

– E você, excelência parece o Buda Sakiamuni meditando, sobre um pico elevado dos Himalaias.

O rei ficou surpreso com a resposta de Muhak.

– Comparei você a um porco, e você me compara ao Buda?

– É que um porco só pode ver porco, excelência, e um Buda só pode ver Buda.

 

4- Sujeito-objeto 2

Um grande Mestre Zen fala ao discípulo:

Quando vejo um gato, neste momento somos 4: eu, o gato, o gato em mim, e eu no gato.

 

Aproveitem as sugestões e façam comentários!

Um grande abraço!

Profa. Patricia Limaverde Nascimento

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Um comentário em “Sugestões de Atividades sobre o Pensamento Complexo

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