O compromisso social da escola transdisciplinar

A escola, como instituição, atende á necessidade de formatação dos seres humanos para se adequarem à sociedade como ela se apresenta. A partir do momento em que, pela reflexão e observação sensível, nos damos conta de que esse é o real papel da escola, podemos então transformá-la com a finalidade de formarmos seres humanos com habilidades distintas às que somos submetidos atualmente pela educação formal escolar. Habilidades essas que atenderão á emergente necessidade de construção ativa de um novo tipo de sociedade: mais humana, criativa, que saiba conviver e valorizar a própria diversidade, que saiba interagir com o ambiente natural de maneira mais responsável e sustentável.

Como, então, podemos refazer a escola?

Podemos, através de práticas educativas conscientes e criativas tentar fazer com que a educação revele as habilidades de cada ser humano em vez de moldá-los a padrões impostos pela sociedade. O mundo do mercado, por exemplo, já está solicitando um novo perfil de trabalhadores: criativos, comunicativos, que saibam trabalhar em equipe, que saibam cooperar.

Para tanto, temos alguns grandes desafios:

O desafio de retomar o corpo como totalidade do ser que somos, de construir esse corpo total, integral, um corpo que aprende, ensina, sente, expressa-se, reclama e toma atitudes. Esse é um dos principais desafios de uma escola que se propõe a ser um ambiente sadio para o desenvolvimento de pessoas mais felizes e conhecedoras de si. Devemos encontrar e legitimar o lugar do corpo na educação.

Temos também o desafio da convivência e da transformação social cooperativa. Aprender a andar juntos é muito mais difícil do que competir. É muito mais complexo aprender a cooperar do que aprender a competir, exige muito mais das pessoas. Exige esforço, paciência, abertura, tolerância e acima de tudo, exige o foco na construção de um bem comum, ao contrário da competição que visa o reforço do individualismo.

Muito trabalho há que se fazer para podermos efetivar transformações necessárias na educação e, consequentemente, na sociedade. As escolas, agora, precisam desaprender o que fazem para abrirem-se a uma nova forma de fazer educação. Além de teorias, precisamos de muita reflexão, sensibilidade, intuição e, acima de tudo, cooperação e criatividade para por tudo em prática!

Se conseguirmos observar a nossa sociedade atual de uma forma crítica e sensível, se conseguirmos observar sensivelmente os seres humanos que compõem essa sociedade, saberemos, ou sentiremos, que pontos devem ser transformados. E se pudermos intuir que caminhos trilhar para que as novas gerações possam vir a formar uma sociedade diferente, começaremos a fazer, enquanto educadores, mães, pais, professores, a mudança em nosso cotidiano, em nossa prática educativa.

Caro educador, estamos passando por um momento histórico de grandes transformações. E você é agente histórico! Trabalhemos por uma educação libertadora!

Um grande abraço!

Profa. Patricia Limaverde

Referências:

NASCIMENTO, P. L. . Escola VILA, educação transdisciplinar e transformação social. In: II CONGRESO INTERNACIONAL DE INSTITUCIONES EDUCATIVAS: Maestros Transformando desde las Aulas, 2011, Arequipa – Peru. II CONGRESO INTERNACIONAL DE INSTITUCIONES EDUCATIVAS: Maestros Transformando desde las Aulas, 2011.

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