Transdisciplinaridade e Cidadania Planetária

terraÉ fato que vivemos na atualidade tempos de uma Crise Planetária que afeta todos os setores: economia, meio ambiente, sociedade. Em educação também vivemos uma crise. Crise de diagnósticos, de busca de alternativas, de valores. Processos de alienação e fragmentação assolam instituições, pessoas e práticas.

Os problemas são sistêmicos e exigem contextualização adequada. Qual a origem da Crise Planetária? A não execução de políticas públicas? A desvalorização profissional da docência pela sociedade? O mal-estar do professor? Faltam investimentos? A desvalorização da cultura regional e das tradições do nosso lugar? A degradação ambiental e as mudanças climáticas? A reestruturação da família? A violência? A desigualdade? O medo da mudança?

Provavelmente, todos os itens citados constituem facetas de um todo maior. Algumas delas são por vezes contempladas em programas educacionais, vislumbram-se soluções; no momento seguinte, há uma nova crise.

terraA teia de problemas deve ser diagnosticada em sua inteireza.

O indivíduo faz parte de uma teia complexa que tece com seus semelhantes. Somos todos fios de uma teia ainda maior: o Cosmos.

A educação que pode atender às demandas atuais é uma educação para a consciência planetária, o que implica no respeito a si mesmo, ao outro e ao ambiente; um tipo de educação que, de forma abrangente, contemple o saber acumulado pela humanidade, naturalmente, mas também o conhecer-se a si mesmo; que por um lado, incorpore tecnologias, e por outro, valores e ética ao utilizá-los. Trata-se de uma educação para a cidadania planetária.

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Visões fragmentárias de mundo, plenamente assumidas a partir de uma concepção cartesiana de pensamento, nos levaram a disciplinarizar completamente o conhecimento, tornando as disciplinas cada vez mais distantes umas das outras, ficando muitas vezes incomunicáveis entre si, negando ao aluno a contextualização, o sentido e a compreensão dos conteúdos. Tempo e espaço também foram cindidos; fragmentaram-se as mentalidades, fragmentou-se o ser.  A cisão entre corpo e mente proposta por Descartes – Penso, logo existo – promoveu a ruptura interior do ser humano que se espelhou no mundo que o cerca.

A escola também se dedicou somente ao ser intelectual que existe no aluno, ignorando ou colocando em último plano seus sentidos, seus sentimentos, seu corpo, seus movimentos, sua história de vida e sua sensorialidade; esta cisão primordial, entre mente e corpo, está na base de muitas outras fragmentações: o lado racional distanciou-se do aspecto intuitivo do ser; a razão separou-se da emoção; a ciência afastou a arte de seu campo de importância e expurgou a espiritualidade para outra esfera que jamais seria associada às suas teorias; a própria ciência tornou-se fragmentada internamente diferenciando-se, primeiramente em ciências humanas, ciências naturais e ciências exatas, e mais tarde, num sem número de especializações disciplinares.

Em “Dicas de Transformações necessárias em educação”, veja uma síntese de tudo o que discutimos nesse blog em todos os textos publicados. Compartilhe e atue em prol de uma cidadania planetária você também!

Um abraço!

Profa. Patricia Limaverde Nascimento

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